O ozônio causa danos. O mesmo acontece com o dióxido de nitrogênio. Pelo menos é isso que um novo e massivo estudo sobre fertilidade sugere sobre como os poluentes interagem com a genética humana. No entanto, não se trata da mudança do código em si. As letras da sequência de DNA permanecem as mesmas. Mas os interruptores? As luzes se apagam onde não deveriam. Ou ligue na hora errada.
A pesquisa foi lançada terça-feira em Londres durante a reunião anual da Sociedade Europeia de Repressão Humana e Embriologia. É um dos maiores estudos desse tipo. Ele rastreou mais de 2.000 homens em Salt Lake, Utah, entre 2013 e 2017. Eles forneceram amostras de sêmen. Uma vez. Então, novamente, dois meses depois. Quatro. Seis. É muito tempo para o esperma, considerando a rapidez com que ele circula, mas isso abrange várias gerações de células.
“Nossas descobertas sugerem que a exposição à poluição do ar… pode estar associada a alterações no DNA do esperma.”
Dra. Carrie Nobles
Essa citação é do epidemiologista principal. A Dra. Carrie Nobles, da Universidade de Massachusetts Amher, ela as chama de mudanças epigenéticas. Palavras chiques para uma realidade confusa. Basicamente, etiquetas químicas chamadas metilação do DNA são colocadas em seus genes. Eles decidem se um gene acorda ou permanece adormecido. O estudo encontrou 39 alterações distintas nos homens que foram expostos a altos níveis de poluição apenas três meses antes de entregarem as amostras. Três meses. É exatamente quanto tempo leva para produzir esperma.
Portanto, se você estiver no meio da poluição atmosférica enquanto essas células se formam, elas ficam marcadas. O ozônio foi o maior agressor. O dióxido de nitrogênio veio logo atrás. O dióxido de enxofre e as partículas faziam parte da mistura, mas esses dois lideraram o ataque.
Isso importa? Bem. A maioria dessas marcas epigenéticas são limpas quando o bebê começa a se desenvolver no útero. É um botão de reinicialização. Mas alguns genes permanecem. Eles são “impressos”. Um gene específico chamado GNAS apareceu nesta pesquisa. Já sabemos que GNAS é importante. Afeta a qualidade do sêmen. Afeta o desenvolvimento fetal. Se a poluição do ar mexe com esse gene, não se trata apenas de engravidar. Também pode afetar a saúde da criança resultante.
O professor Allan Pacey, da Universidade de Manchester, foi cuidadoso. Ele não fazia parte da equipe, mas observava os dados. Ele disse que temos um efeito mensurável aqui. Mas significativo é uma palavra diferente. Clinicamente significativo? Ainda não sabemos. O link está aí. A causalidade das taxas de infertilidade permanece obscura.
Ainda. A tendência é assustadora.
O professor Richard Lea, de Nottingham, vê o que está escrito na parede. Ele acha que isso acrescenta peso ao consenso crescente. A qualidade do esperma está sofrendo. E estamos respirando isso todos os dias.
Então você mascara? Talvez. Mas será que um filtro impedirá que o ozono marque o seu ADN? Essa parece uma pergunta difícil. Temos muitos dados agora. Mas não há certeza suficiente para dormir tranquilo à noite. Ou para parar o trânsito fora da sua janela.
Teremos apenas que esperar pelo próximo estudo.




















