Como os cientistas confirmaram que a alga rosa rara é uma nova espécie após 40 anos de caça

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A Grande Barreira de Corais recebe todas as manchetes. É famoso. Mas, escondendo-se nas águas do Reino Unido, você encontrará algo mais antigo, mais estranho e igualmente vital. Camas Maerl. Eles se parecem com corais. Eles agem como corais. Mas eles não são. São milhares de pedaços de algas marinhas calcificadas e de vida livre. Intertravado. Formando ricos tapetes subaquáticos.

E escondido dentro deles está um segredo.

Quarenta anos atrás, a professora Christine Maggs estava estudando uma dessas camas para seu doutorado. Ela encontrou um fragmento. Listrado rosa. Vivo no maerl. Desconhecido.

Isso ficou com ela.

A maioria dos pesquisadores segue em frente. Maggs não. Ela passou décadas perseguindo esse pequeno pedaço de alga. Durante anos, foi apenas uma hipótese. Uma “espécie nova para a ciência”, ela suspeitava, mas não tinha provas. A identificação formal requer massa. Ela precisava de uma amostra maior.

Então, ela continuou procurando.

Mesmo depois do doutorado. As algas assombraram sua carreira. Ela viu vislumbres disso. Uma vez, agarrado a uma ascídia. Outras vezes, apenas uma dica. Nunca é suficiente. Apenas o suficiente para manter viva a esperança, mas não o suficiente para provar alguma coisa.

Depois, há dois anos, na Cornualha.

Pesquisadores pesquisando leitos locais de maerl obtiveram uma amostra. Parecia familiar. Parecia a erva misteriosa de Maggs.

Ela entrou em pânico? Talvez. Ela comprou uma adega refrigerada.

Não pelas uvas. Para a ciência. A geladeira proporcionou um ambiente escuro, fresco e estável. Perfeito para armazenar a preciosa amostra enquanto os testes confirmam sua identidade.

“Eu simplesmente esperava encontrá-lo”, admite Maggs. “Já se passaram mais de quatro décadas.”

A amostra chegou a Londres. A espera foi brutal. As algas marinhas eram tão pequenas que o sequenciamento do DNA era o único caminho. Ela teve que cultivá-lo. Grande o suficiente. Material genético extraído. Depois, colaboração com a Profª Beatriz de Barros Barreto. O DNA resulta em.

Peças do quebra-cabeça se encaixaram.

É real.

A espécie é nova. Confirmado cientificamente. Uma amostra está agora na coleção do Museu de História Natural. Maggs compartilhou isso exclusivamente com a BBC. Mas a descoberta não aconteceu no vácuo. Aconteceu por causa de mergulhadores especializados.

Angie Gall, da Natural England, lidera essas pesquisas. É um trabalho caro. Logisticamente complexo. Mergulhar não é um hobby aqui; são máquinas pesadas, protocolos de segurança e paciência.

“É um grande privilégio”, diz Gall. “Você nunca fica tempo suficiente.”

Os mergulhadores avistaram caranguejos-aranha. Vieiras rei. Estrela do mar. Gobies. E em meio às sacolas coletoras, uma descoberta se destacou. Estacas de pequenas algas vermelhas. Faixas rosa. Dicas de pinça.

Francis Bunker, um biólogo marinho independente da equipe, foi o primeiro a perceber. Ele carrega uma lupa debaixo d’água. Nerd? Claro. Essencial? Absolutamente.

Ele viu a erva. Ele suspeitava que Maggs estivesse procurando por isso. Ele reuniu o que pôde. Enviou para Londres.

“A espera valeu a pena”, diz Maggs. “É por isso que demorou 40 anos.”

As descobertas serão publicadas em breve na Phycologia. Revisado por pares. Finalizado.

Mas por que isso importa? Por que se preocupar com uma pequena erva daninha na Cornualha?

As algas marinhas são antigas. Um bilhão de anos. Eles alimentam peixes. Eles abrigam ovos. Sem eles, o ecossistema entra em colapso. Para humanos? Extratos tratam o refluxo ácido. Eles curam feridas. Eles contêm minerais que não podemos produzir.

“Nós realmente temos que amá-los”, diz a professora Juliet Brodie, do Museu de História Natural.

A descoberta destaca a saúde dos leitos de maerl. Isso mostra que a vida ainda está sendo encontrada. Mas também expõe uma lacuna na proteção.

As camas Maerl na Grã-Bretanha são raras. A OSPAR classifica-os como ameaçados e em declínio. Existem quatro sites protegidos. A Área Especial de Proteção de Fal e Helford é uma delas.

Mas as camas na costa sul da Cornualha? Aqueles onde vive essa nova erva?

Não formalmente protegido.

Craig Schneider, professor de biologia no Trinity College Connecticut, chama a descoberta de “significativa”. Não apenas pela taxonomia. Mas para defesa de direitos. Isto acrescenta peso ao argumento a favor da protecção destas camas. Eles sustentam as plantas. Animais. Micróbios.

Sem o maerl, perdem-se viveiros de peixes económicos. Você perde a diversidade. Você perde função.

A nova espécie de Maggs tem nome científico. Ceramium ruenessianum. Homenageia um colega. Quarenta anos de estudo. Finalmente reconhecido.

Como o resto de nós chama isso?

Os mergulhadores têm opiniões. “Erva daninha zebra rosa” é uma das favoritas. Outros sugerem “bandido com faixa rosa”. “Garra de fita” parece mais legal, talvez?

Maggs está perguntando ao público. O que está na sua cabeça?

A alga é pequena. O habitat é frágil. A história é longa. Mas a prova está aqui. Novas espécies ainda existem. Bem abaixo da superfície. Esperando que alguém com uma adega refrigerada e a paciência de um santo os encontrasse.