Como Smokey Robinson e The Miracles definiram o som da Motown

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Smokey Robinson não era apenas um cantor. Ele foi o arquiteto de uma época inteira. Junto com seu grupo, The Miracles, ele não participou apenas da cena musical dos anos 1960. Eles construíram isso. Robinson, nascido William Robinson em Detroit, possuía um dom lírico que até Bob Dylan chamou de “o maior poeta vivo da América”. Não foi uma hipérbole. Foi o reconhecimento de um compositor que conseguiu equilibrar a alegria e a dor do amor com precisão cirúrgica.

O grupo principal incluía Robinson, Warren “Pete” Moore, Bobby Rogers, Ronnie White e Claudette Rogers. Cada membro trouxe algo essencial para a mesa. Claudette foi a única mulher, trazendo uma harmonia distinta que fundamentou o som. Juntos, eles criaram um modelo que Berry Gordy eventualmente usaria para construir a Motown Records. Gordy não apenas os administrou. Ele foi inspirado pelo talento bruto de Robinson. Ele viu algo no jovem compositor que queria levar para o mundo.

Do Doo-Wop ao Detroit Soul

A jornada de Robinson começou na era doo-wop. Ele foi fortemente influenciado pela vocalista de jazz Sarah Vaughan. Essa influência é audível em seu fraseado. É suave. É sofisticado. Ele formou o Five Chimes com amigos de escola em meados da década de 1950. O grupo passou por mudanças. Eles se tornaram os Matadores. Eles fizeram o teste para ser o empresário de Jackie Wilson. Eles falharam.

Mas Berry Gordy estava na plateia. Ele ficou impressionado. Ele se tornou seu gerente. Ele se tornou o mentor de Robinson. Gordy pegou as habilidades de composição informes de Robinson e as aprimorou. Ele o ensinou como construir um golpe. Esta parceria foi crucial. Isso levou diretamente à criação da Motown.

O grupo mudou seu nome para The Miracles após a entrada de Claudette Rogers. Eles lançaram “Got a Job” pela End Records em 1958. Seu primeiro show no Apollo Theatre foi um desastre. Eles lutaram no palco. Mas a sorte interveio. Marv Tarplin, o guitarrista dos Primettes, juntou-se ao grupo. Diana Ross liderou os Primettes. Robinson era amigo de Ross. Ele apresentou Gordy aos Primettes. Eles se tornaram os Supremos. A teia de talentos de Detroit estava se entrelaçando.

Os sucessos que construíram um legado

Robinson casou-se com Claudette em 1959. A música continuava chegando. “Bad Girl” alcançou a posição 93 nacionalmente. Então veio 1960. “Shop Around” explodiu. Alcançou o primeiro lugar nas paradas de R&B e o segundo nas paradas pop. Foi a segunda versão da música que fez isso. A produção foi mais apertada. Os vocais eram mais nítidos.

Enquanto Robinson escrevia grandes sucessos para outros artistas, The Miracles entregava sua própria magia. Ele escreveu “My Guy” para Mary Wells. Ele escreveu “I’ll Be Doggone” para Marvin Gaye. Ele criou “My Girl” para The Temptations. Essas músicas definiram a carreira dessas estrelas. Mas The Miracles não eram cantores de apoio. Eles eram criadores de sucessos por direito próprio.

Veja a lista de suas maiores faixas. Parece um livro de história de romance. “Você realmente tem controle sobre mim.” “Ooo, querido, querido.” “Os rastros das minhas lágrimas.” Cada música conta uma história. Cada melodia é memorável. Robinson escreveu “More Love” depois que suas filhas gêmeas nasceram prematuramente e morreram. Essa dor moldou a música. Acrescentou uma camada de profundidade que os ouvintes sentiram imediatamente.

Nem todas eram baladas tristes. Eles também tinham números flutuantes. “Macaco do Mickey.” “Indo para um Go-Go.” “Eu apoio essa emoção.” Essas faixas foram projetadas para dançar. Eles foram projetados para rádio. Eles definiram o som da Motown. Brincalhão. Apaixonado. Preciso.

Carreira Solo e Influência Duradoura

Robinson deixou o The Miracles em 1972. Ele queria seguir carreira solo. Os Milagres continuaram sem ele. Eles tiveram sucesso moderado. “Love Machine (Part 1)” alcançou o primeiro lugar em 1975. Mas Robinson já estava causando sucesso por conta própria.

Ele produziu sucessos solo para outros artistas. “Cruisin’” em 1979. “Being with You” em 1981. Ele ganhou um Grammy por “Just to See Her” em 1987. Seu álbum de 1975 A Quiet Storm criou involuntariamente um novo formato de rádio. Rádio soul suave. Ainda existe hoje. O formato leva seu nome. Isso reflete sua filosofia musical. Quieto. Íntimo. Comovente.

Seus elogios se acumulam. O Rock and Roll Hall of Fame o empossou em 1987. Os Milagres vieram em 2012. A Medalha Nacional de Artes veio em 2002. O Kennedy Center Honor em 2006. O Prêmio Gershwin de Canção Popular em 2016. Estes não são apenas troféus. São reconhecimentos de uma vida passada moldando a música americana.

O legado de Robinson não está apenas nos sucessos. Está na estrutura. Ele mostrou que a música pop pode ser sofisticada. Poderia ser literário. Poderia ser profundamente emocional sem ser pretensioso. Ele preencheu a lacuna entre o R&B e o pop. Ele tornou a música soul palatável para todos, sem despojá-la de sua alma.

Os Milagres podem ter seguido em frente. Robinson pode ter ido sozinho. Mas o som permanece. Você pode ouvir isso em cada balada suave. Em cada música pop cuidadosamente elaborada. Está lá. Esperando para ser encontrado.