Terra. Lua. Marte. E então?
Junho em Boulder, Colorado, pareceu um afastamento do roteiro usual. O “Humans to Titan Summit 2016” não foi uma convenção de ficção científica para diversão. Foi um trabalho. Trabalho duro. Especialistas reuniram-se de 11 a 12 de junho para tratar Titã, a lua gigante de Saturno, não como uma fantasia, mas como uma realidade logística.
“Todos reconhecem que a realidade disto… está muito distante.”
Amanda Hendrix foi franca. Diretora do Planetary Science Institute e coautora de Beyond Earth, ela argumentou que normalizar o conceito é importante. Isso mantém vivo o impulso depois de Marte.
A atmosfera é fundamental. Titã é denso. Rico em nitrogênio.
Por que isso importa?
Porque a radiação devora os astronautas. O ar espesso de Titã o bloqueia. Hendrix vê isso como a melhor característica para a sobrevivência humana.
O meio ambiente
Os hidrocarbonetos dominam lá. Não é água.
A chuva cai, mas é metano líquido. As inundações acontecem. As monções podem destruir o seu dia.
Hendrix observou que o planejamento para esses padrões climáticos exóticos já está em andamento. Mas a vantagem é enorme. Titan é uma fábrica.
- Metano
- Nitrogênio
- Oxigênio
Todo combustível. Todos presentes. Use Titã como base e você poderá lançar exemplos de missões de retorno a vizinhos como Encélado. Não é apenas um destino. É um centro.
“Na minha opinião, a principal razão pela qual Titã… é um local tão bom”, disse Hendrix.
Precedentes e antecessores
Já estivemos lá antes. Tipo de.
Em 2005, a sonda Huygens da ESA aterrou. Foi robótico, breve e histórico.
Agora vem a Libélula. O helicóptero movido a energia nuclear da NASA. Lançamento não antes de 202 oito. A viagem de seis anos termina em mais de três anos de saltos na superfície.
Não será humano. Ainda não. Mas a Dragonfly irá explorar as dunas. Analise amostras. Pilote automaticamente seu caminho por terrenos que ninguém mais viu.
Ambição extraordinária
Scot Rafkin dirige o departamento de Estudos Espaciais do Southwest Research Institute. O SwRI sediou a cúpula.
Ele admitiu que o objetivo parece impossível. A história ri da impossibilidade, no entanto.
“Enviar humanos para Titã é extraordinariamente ambicioso.”
Mas necessário.
Titã tem rios. Lagos. Dunas. Química complexa. Isso quebra o molde de todos os outros mundos que conhecemos. Ir para lá obriga a um quadro científico de longo prazo que a Lua e Marte não podem fornecer sozinhos.
“Não é uma questão de física.”
Rafkin insiste nisso. Tempo. Tecnologia. Compromisso.
Conhecemos as lacunas. Suporte de vida. Propulsão. Blindagem contra radiação. Cada avanço ajuda. Cada nova bateria, cada avanço nas comunicações nos aproxima.
Um movimento, não um plano
Esta não foi uma reunião de planejamento de missão.
Foi uma faísca.
“Tratava-se de iniciar um movimento.”
Algumas etapas são fáceis. Envie um orbitador. Melhor mapeamento. Agora.
Outras etapas? Gerações de desenvolvimento.
Hendrix confirmou que a próxima cúpula está agendada para a janela de lançamento do Dragonfly em 2028.
O caminho não está desenhado na areia. Ainda está confuso. Mas as pessoas estão desenhando de qualquer maneira.
Talvez seja esse o ponto. 🪐
