Relatividade de Einstein confirmada novamente pela onda gravitacional mais alta já registrada

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Os cientistas validaram mais uma vez a teoria da relatividade geral de Albert Einstein com a detecção da onda gravitacional mais poderosa até hoje, apelidada de GW250114. Este evento, originado da colisão de dois buracos negros com 30 massas solares, a 1,3 mil milhões de anos-luz de distância, fornece a evidência mais forte que apoia a teoria centenária de Einstein.

Testes rigorosos com clareza sem precedentes

A onda gravitacional foi detectada pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro a Laser (LIGO), com sede nos EUA, em 14 de janeiro de 2025. O que diferencia este sinal é sua clareza excepcional – cerca de três vezes mais nítida do que a detecção histórica de 2015 que confirmou pela primeira vez as ondas gravitacionais. Esta precisão melhorada permitiu um teste mais completo das previsões de Einstein do que nunca.

As melhorias na sensibilidade do detector, alcançadas através de uma década de atualizações que minimizaram o ruído de fontes como a atividade sísmica, foram cruciais. Os instrumentos foram capazes de medir distorções no espaço-tempo 700 trilhões de vezes menores que a largura de um fio de cabelo humano.

O “Ringdown” do buraco negro revela mais confirmações

Após a fusão, o buraco negro recém-formado “tocou” brevemente, vibrando como um sino tocado. Esta fase emite padrões distintos de ondas gravitacionais (“tons”) que codificam a massa e a rotação do buraco negro. No GW250114, os investigadores detectaram dois tons primários previstos pela relatividade geral, com ambas as medições alinhadas perfeitamente – reforçando a precisão da teoria.

Pela primeira vez, os cientistas também identificaram um “tom harmônico” sutil previsto pelas equações de Einstein, aparecendo no início do toque. Esta confirmação fortalece ainda mais a evidência da relatividade geral. Qualquer discrepância teria forçado uma reavaliação da nossa compreensão fundamental da gravidade.

Lei da área de Hawking também verificada

Análises anteriores do GW250114 confirmaram outra previsão importante: a lei da área de Stephen Hawking, que afirma que a área da superfície de um buraco negro nunca pode diminuir. A área de superfície combinada dos buracos negros originais era de cerca de 93.000 milhas quadradas (aproximadamente o tamanho do Oregon). A área de superfície do buraco negro resultante cresceu para 155.000 milhas quadradas (mais próxima do tamanho da Califórnia), consistente com a teoria de Hawking.

O futuro da pesquisa gravitacional

Apesar do sucesso contínuo da relatividade geral, os físicos reconhecem que ela provavelmente está incompleta. A teoria não consegue explicar a matéria escura, a energia escura, nem se reconcilia com a mecânica quântica. A esperança é que futuras detecções de ondas gravitacionais revelem desvios sutis das previsões de Einstein, apontando para uma nova física.

Os detectores da próxima geração, como o planejado Telescópio Einstein na Europa e o Cosmic Explorer nos EUA, serão dez vezes mais sensíveis. Eles detectarão ondas de frequência mais baixa de buracos negros mais massivos, investigando classes inteiramente novas desses objetos cósmicos. A Antena Espacial Europeia de Interferômetro Laser (LISA), lançada em 2035, observará ondas gravitacionais de buracos negros supermassivos, revelando potencialmente dezenas de tons dentro de um único evento de fusão.

“Vivemos num regime em que não temos dados suficientes… Quando a LISA estiver online, ficaremos sobrecarregados.”

Com financiamento contínuo, a futura ciência das ondas gravitacionais promete desbloquear mais informações sobre a natureza da gravidade e do universo.